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title: "ENS no PayPal e ENSv2 no Ethereum L1: Adoção em Massa | Ethereum IA"
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description: "PayPal integra ENS para pagamentos cripto e ENSv2 abandona Layer 2 em favor do Ethereum L1. Entenda o impacto para usuários brasileiros em 2026."
date: "2026-04-23"
author: "Equipe Ethereum IA"
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# ENS no PayPal e ENSv2 no Ethereum L1: Adoção em Massa | Ethereum IA

PayPal integra ENS para pagamentos cripto e ENSv2 abandona Layer 2 em favor do Ethereum L1. Entenda o impacto para usuários brasileiros em 2026.


Em 19 de abril de 2026, o **PayPal** anunciou a integração completa com o **Ethereum Name Service (ENS)**, permitindo que usuários enviem criptomoedas usando nomes legíveis como `seunome.eth` em vez de endereços hexadecimais complexos. Essa parceria representa um marco na adoção mainstream do [Ethereum](/glossario/ethereum/) e da identidade descentralizada — levando a tecnologia [Web3](/blog/web3-futuro-internet-descentralizada/) para mais de 430 milhões de contas ativas do PayPal e Venmo.

Ao mesmo tempo, a ENS Labs confirmou que o **ENSv2**, a maior atualização da história do protocolo, será implantado diretamente no **Ethereum Layer 1**, abandonando os planos anteriores de criar uma [Layer 2](/glossario/layer-2/) própria chamada Namechain. A decisão reflete o sucesso das recentes atualizações do Ethereum em reduzir custos de transação.

## Como funciona o ENS no PayPal

A integração permite que qualquer usuário do PayPal ou Venmo nos Estados Unidos digite um nome `.eth` no campo de destinatário ao enviar criptomoedas. A plataforma consulta automaticamente os [smart contracts](/glossario/smart-contract/) do ENS no Ethereum para resolver o nome no endereço correto da [carteira](/glossario/wallet/).

Na prática, isso significa que em vez de copiar e colar endereços como `0x7a250d5630B4cF539739dF2C5dAcb4c659F2488D`, o usuário simplesmente digita `maria.eth` ou `joao.eth`. O sistema faz a resolução em tempo real, reduzindo drasticamente os erros que historicamente causam perda irreversível de fundos em transferências de cripto.

### Por que isso importa para o ecossistema

O PayPal é uma das maiores plataformas de pagamentos do mundo, com presença em mais de 200 países. A integração do ENS coloca a infraestrutura do Ethereum em contato direto com centenas de milhões de usuários que provavelmente nunca interagiram com uma [carteira de criptomoedas](/blog/carteiras-de-ethereum-guia-seguranca/) antes.

Para o ecossistema Ethereum, os efeitos são múltiplos:

- **Demanda por domínios .eth**: novos registros tendem a aumentar, gerando mais atividade na rede
- **Validação da identidade descentralizada**: o ENS se consolida como o padrão de nomes na Web3
- **Receita para a [DAO](/glossario/dao/) do ENS**: taxas de registro alimentam o tesouro de governança
- **Precedente para outras fintechs**: concorrentes como Cash App, Revolut e Nubank podem seguir o mesmo caminho

Segundo dados do próprio [ENS Docs](https://docs.ens.domains/), o protocolo já contava com mais de 2,5 milhões de nomes registrados antes da integração com o PayPal. A expectativa é que esse número cresça significativamente nos próximos meses.

## ENSv2: por que a Layer 2 foi abandonada

Em fevereiro de 2026, a ENS Labs tomou uma decisão que surpreendeu parte da comunidade: cancelou o desenvolvimento da **Namechain**, uma [Layer 2](/blog/layer-2-ethereum-solucoes/) dedicada que hospedaria todo o sistema de nomes do ENS. O ENSv2 será implantado diretamente no Ethereum mainnet.

A razão principal? Uma **queda de 99% nas taxas de gas** para registro de nomes ENS ao longo de 2025, impulsionada por upgrades como [Fusaka](/blog/ethereum-fusaka-peerdas-danksharding-2026/) (que implementou PeerDAS e aumentou a capacidade de [blobs](/glossario/gas/)) e [Glamsterdam](/blog/ethereum-glamsterdam-upgrade-2026/) (que trouxe execução paralela e limites de gas maiores).

Nick Johnson, desenvolvedor líder do ENS, explicou que quando a Namechain foi concebida, registrar um nome no Ethereum L1 custava dezenas de dólares em gas. Em 2026, o mesmo registro custa centavos. A matemática econômica que justificava uma L2 dedicada simplesmente deixou de existir.

### O que muda com o ENSv2

O ENSv2 é uma **reescrita completa** dos contratos e da arquitetura do ENS, trazendo melhorias significativas:

- **Registro mais barato e rápido**: otimizações nos contratos reduzem ainda mais o custo de gas
- **Melhor experiência para desenvolvedores**: APIs mais intuitivas para resolver nomes em [dApps](/glossario/dapp/)
- **Subdomínios programáveis**: empresas e protocolos podem criar subdomínios (como `usuario.empresa.eth`) com regras personalizadas via [smart contracts](/blog/smart-contracts-como-funcionam/)
- **Compatibilidade multi-chain**: resolução nativa de nomes em [Arbitrum](/blog/arbitrum-layer-2-ethereum/), [Optimism](/blog/optimism-layer-2-ethereum/), [Base](/blog/base-coinbase-layer-2/) e outras L2s
- **Governança aprimorada**: maior transparência nas decisões da ENS DAO

A decisão de permanecer no L1 também simplifica a experiência para integradores como PayPal: uma única fonte de verdade para todos os registros, sem necessidade de interagir com pontes ou verificações cross-chain.

## Impacto para usuários brasileiros

Embora a integração PayPal + ENS esteja inicialmente limitada aos Estados Unidos, o impacto para o ecossistema brasileiro é relevante em várias frentes.

### Acesso direto ao ENS

Brasileiros já podem registrar domínios `.eth` diretamente pelo [app.ens.domains](https://app.ens.domains) usando carteiras como [MetaMask](/blog/como-usar-metamask-guia-completo/). Com a queda nas taxas de gas, o custo total para registrar um nome de 5+ caracteres por um ano fica em torno de **US$ 5-6** — acessível para a maioria dos investidores que já operam com cripto.

Diversas exchanges e carteiras utilizadas por brasileiros já suportam resolução ENS, incluindo MetaMask, Coinbase Wallet e Trust Wallet. Isso significa que você pode receber [ETH](/glossario/ethereum/), [tokens ERC-20](/glossario/erc-20/) e até [NFTs](/glossario/nft/) usando um nome legível.

### Perspectiva regulatória

Com a [regulamentação de criptoativos avançando no Brasil](/blog/regulacao-cripto-brasil-2026/) sob a Lei 14.478/2022 e as diretrizes do Banco Central, serviços de identidade descentralizada como o ENS podem ganhar relevância. A [CVM](https://www.gov.br/cvm/pt-br) e o [Banco Central](https://www.bcb.gov.br/) têm demonstrado interesse em infraestrutura blockchain para identificação, especialmente no contexto do [Drex](/blog/drex-real-digital-ethereum-blockchain/) (Real Digital).

Fintechs brasileiras como Nubank, Mercado Bitcoin e Foxbit poderiam eventualmente integrar resolução ENS em seus aplicativos, seguindo o precedente estabelecido pelo PayPal. Isso expandiria o acesso a pagamentos cripto simplificados para milhões de brasileiros.

### Uso em DeFi

Para quem utiliza protocolos [DeFi](/blog/defi-explicado-guia-completo/) como [Aave](/blog/aave-emprestimos-defi-como-funciona/), [Uniswap](/blog/uniswap-como-funciona-tutorial/) ou [Lido](/blog/lido-staking-liquido-ethereum/), um domínio ENS funciona como identidade unificada. Em vez de decorar ou copiar endereços diferentes para cada protocolo, você utiliza `seunome.eth` em todas as interações. Isso reduz erros e melhora a experiência de uso de [carteiras inteligentes](/blog/ethereum-wallets-contas-inteligentes-experiencia-usuario-2026/).

## O que a queda de 99% no gas significa para o Ethereum

A decisão da ENS Labs de abandonar sua própria Layer 2 é, na verdade, um **voto de confiança no Ethereum L1**. Se o protocolo de nomes mais importante do ecossistema concluiu que o L1 é suficiente, isso sinaliza que a estratégia de escalabilidade do Ethereum — centrada em [rollups](/glossario/rollup/) para transações complexas e L1 otimizado para operações fundamentais — está funcionando.

Os dados confirmam essa tese. Após o upgrade [Pectra](/blog/ethereum-pectra-upgrade-2026/) em março de 2025, seguido pelo [Fusaka](/blog/ethereum-fusaka-peerdas-danksharding-2026/) em dezembro de 2025 e pela preparação do [Glamsterdam](/blog/ethereum-glamsterdam-upgrade-2026/) em 2026, as taxas médias de gas no Ethereum caíram para níveis que tornam transações simples viáveis no L1.

Isso não elimina a necessidade de [soluções Layer 2](/blog/comparacao-layer-2-ethereum-2026/) — aplicações complexas como exchanges descentralizadas, jogos e protocolos de [yield farming](/blog/yield-farming-estrategias-defi/) ainda se beneficiam de rollups com throughput elevado. Mas para operações de registro, governança e identidade, o L1 voltou a ser competitivo.

## Próximos passos e o que observar

A integração ENS + PayPal e o lançamento do ENSv2 no L1 são peças de um quebra-cabeça maior de adoção institucional. Para investidores e entusiastas brasileiros, vale acompanhar:

1. **Expansão geográfica do PayPal + ENS**: quando o serviço chegará ao Brasil e outros mercados
2. **Data de lançamento do ENSv2**: previsto para o segundo semestre de 2026
3. **Integração com o Drex**: possibilidade de usar ENS como camada de identidade para o Real Digital
4. **Novas parcerias**: se concorrentes do PayPal seguirão o mesmo caminho
5. **Impacto no preço do token ENS**: a [governança](/glossario/governanca/) do protocolo ganha relevância com mais receita e mais integradores

A convergência entre finanças tradicionais e infraestrutura descentralizada do Ethereum continua acelerando. Para quem deseja entender melhor como funcionam os [domínios .eth](/blog/ens-dominios-web3-ethereum/), nosso guia completo sobre ENS cobre os fundamentos. E se você ainda não tem uma carteira Ethereum, confira nosso [tutorial para criar sua primeira carteira](/blog/tutorial-criar-carteira-ethereum/).

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**Aviso:** Este conteúdo é apenas informativo e não constitui aconselhamento financeiro ou recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos de alto risco. Consulte um profissional qualificado antes de tomar decisões de investimento.
